Dirigimos na Bolívia à noite, e isso não estava previsto. Saímos cedo (ok, nem tanto…), mas o trajeto a La Quiaca nos reteve! É impossível cumprir o trajeto de cerca de 150Km entre Humahuaca e La Quiaca nas 2h previstas pelo Google. Ainda que a estrada em perfeitas condições permita chegar à Bolívia nesse tempo, a paisagem nos segura, nos torna lentos, nos faz parar a cada curva.
Veja aqui todos posts da nossa viagem de carro pela Argentina, Chile e Bolívia.
Iruya – Província de Salta
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Nunca tínhamos lido sobre Iruya até chegarmos a Salta. Lá lemos sobre o vilarejo indígena, com sua Passarela Peatonal sobre o Rio Iruya e o Mirador El Condor. Para chegar a Iruya percorre-se um trajeto de cerca de 2h por estrada em más condições a partir da RN9, subindo a 4mil msnm e depois descendo a 2700 msnm, altitude em que fica o povoado. É necessário um pernoite para aproveitar o lugar, e estávamos ansiosos pela Bolívia. Desistimos de conhecer, mas conhecer Iruya será prioridade numa próxima viagem a Jujuy!
La Quiaca – Fronteira com a Bolívia
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Conhecer a Argentina de ponta a ponta significa conhecê-la de Ushuaia a La Quiaca. É como o nosso “Oiapoque ao Chui”. No Extremo norte do país, fronteira entre Argentina e Bolívia está a 5121Km de Ushuaia, a cidade de ruas largas, pouco trânsito, oferece poucos atrativos, ainda mais se comparada à irmã no extremo sul do país.

“El Lobo” é símbolo do Gimnasia y Esgrima de Jujuy.

Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – ao lado há um parquinho infantil


Yavi e Yavi Chico
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Enquanto La Quiaca é urbana, fronteiriça, a poucos Km dela visitamos a comunidade aborígene de Yavi. Ruazinhas de terra, casas de barro (ok, adobe soa mais chique…). É em Yavi que estão as hospedagens mais rústicas, onde ficam os turistas que buscam experiências mais autênticas. La fica a Capilla de San Francisco, de 1690, ainda muito semelhante à construção original. Também há um pequeno Museu Arqueológico chamado Yavi Chico, mas que fica em Yavi.
E seguindo mais adiante, 4Km após Yavi, aí sim chegamos a Yavi Chico. Não há hospedagem, restaurantes, nada. Apenas um pequeno povoado aborígene de cerca de 70 habitantes, e uma paisagem de cair o queixo!! Os paredões marcam o início da formação natural que na Bolívia é atravessada pela Carretera Huanacuno – Yunchara, listada entre as mais perigosas do mundo.
Laguna Colorada
Deixamos para o final do post aquele que foi um dos micos da viagem. Temos um problema com placas que apontam pra estradinhas de terra saindo do asfalto. A curiosidade nos mete em algumas roubadas. E encontramos uma dessas plaquinhas que dizia “Laguna Colorada”. Veio à mente a laguna de mesmo nome no trajeto entre Atacama e Uyuni.Fomos atraídos para um emaranhado de estradinhas estreitas e cheias de costeletas, sem sinalização alguma. Fomos usando a intuição e adivinhando as bifurcações, encontramos duas francesas retornando num GOL que nos disseram estarem perdidas, rodaram bastante e não acharam a tal Laguna. Haviam desistido. Nós insistimos em fazer o caminho pelo qual elas retornavam, e acabamos encontrando essa indicação.
Sansana Sur é o nome da comunidade aborígene onde fica a Laguna. Mas nem sinal nem da comunidade, nem da Laguna. Só buracos, a estrada ficava cada vez pior. Até que encontramos pedras maiores, como sinalizando um caminho abandonado. Subimos esse caminho, sem ter certeza que aquilo era uma estrada, e finalmente chegamos à tal Laguna Colorada!!
Havia estrutura de estacionamento, uma casinha para cobrança de ingresso, um muro para controlar a entrada… tudo abandonado! Estávamos fora de temporada! A Laguna, abaixo, estava completamente seca. Não vimos sinalização alguma indicando a localização dos Petroglifos da Laguna Colorada. Acabamos não conhecendo essa atração.
Bem, pelo menos não precisamos pagar ingresso…. voltamos a La Quiaca para os trâmites de imigração e alfândega, já passava da hora de entrarmos na Bolívia!!