Fronteira La Quiaca – Villazón : Chegamos na Bolívia!!

22 de março de 2018




Sabíamos que trâmite de entrada na Bolívia por Villazón era demorado, deveríamos chegar cedo para não pegar noite no trajeto a Tupiza. O que não sabíamos é que o trajeto de Humahuaca a LaQuiaca e Yavi eram tão interessantes! Chegamos tarde e sim, logo após passarmos a fronteira já era noite.

Veja aqui todos posts da nossa viagem de carro pela Argentina, Chile e Bolívia.

Trâmites de fronteira La Quiaca – Villazón



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Não há o que temer, além da demora. Levamos quase 2h para finalizarmos o processo, entre idas e vindas. Importante lembrar que a Bolívia exige Certificado internacional de vacinação contra febre amarela! Não nos solicitaram na fronteira, mas tenha em mãos o seu pois isso é motivo para negativa de entrada no país. Esteja com seu passaporte ou RG emitido a menos de 10 anos. Embora nosso RG não tenha prazo de validade, o documento equivalente na Bolívia possui validade. E você não quer discutir a respeito disso com eles, quer? É obrigatório o kit de primeiros socorros, extintor de incêndio e os dois triângulos, da mesma forma que na Argentina.

Posto de fronteira La Quiaca - Villazón

Posto de fronteira La Quiaca – Villazón

Ao final do processo, o documento mais importante é a “Declaracion Jurada“. Ela vale o seu carro. Literalmente. Faça cópia assim que entrar em Villazón e guarde em lugar distinto. Se fores parado e não apresentar essa declaração, seu carro pode ser confiscado. Da mesma forma, saia do país dentro do prazo dado. Caso  permaneça além do permitido, o veículo pode ser confiscado pelo governo boliviano.

Esclareça suas dúvidas no site do Itamaraty e da Aduana Boliviana.

Combustível na Bolívia




Lemos relatos falando mal da qualidade do combustível boliviano e recomendando abastecer na Argentina. Pois nós fizemos o contrário. Entramos na Bolívia com tanque praticamente vazio e tratamos de completar com combustível da YPFB (reconhecem o nome?). Se entrássemos na Bolívia de tanque cheio precisaríamos abastecer a caminho de Yyuni, longe de qualquer estrutura. Pensamos que se o combustível for causar qualquer problema, que seja ali mesmo, perto da fronteira e de alguma oficina. Recomendamos no  entanto que você entre com combustível para percorrer ao menos a distância até Tupiza, pois em Villazón há apenas um posto de combustível.

Posto combustível Villazón

Posto combustível Villazón


Existe um preço para bolivianos, e outro preço para veículos com  placas de qualquer outro país. Acontece que a bomba é a mesma, ao final do abastecimento o frentista pega uma calculadora e apresenta o valor a ser pago pelo “gringo”. Logo percebemos que essa diferença poderia parar no  bolso do frentista, já que não havia nenhum registro do abastecimento por estrangeiro. Pedimos então nota fiscal, que foi emitida demoradamente e a contragosto. No decorrer da viagem soubemos de casos em que era negociado um valor intermediário com o frentista, sem nota, de modo que todos saiam felizes. Coisa feia enganar um governo democrático e popular dessa maneira. Uma vergonha. Nós não fizemos isso.  Nunca. Negarei sempre.

Câmbio em  Villazón


Não há onde comprar pesos bolivianos em La Quiaca. No entanto, Villazón é farta em casas de câmbio. Pesquisamos rapidamente três casas próximas, a cotação era diferente em todas. Como são lado-a-lado, vale a pena 5 minutos de pesquisa. E mais um motivo para atravessar a  fronteira cedo : as casas de câmbio fecham as 18h. Aproveite para fazer cópias da sua Declaración Jurada.

Sobre o mal de altitude – Soroche

Se você chegou, como nós, parando pelo caminho nem deve ter percebido. Mas quem inicia a viagem em Salta e no mesmo dia chega a Villazón pode sentir cansaço e enjoo característicos de  altitude. Note que Salta está a 1152 msnm, e dali pra frente só sobe. Purmamarca 2324, Tilcara 2465, Humahuaca 3012 e Villazón a 3447 metros sobre o nível do mar! Para ter uma ideia, La Paz, a capital mais alta da América do Sul e pesadelo dos times brasileiros em partidas pela Libertadores da América fica a 3640, e Cuzco, no Peru, citação clássica quando o  assunto é altitude, fica abaixo de Villazón, a 3399 msnm.

Onde dormir, Villazón ou La Quiaca?

Podendo escolher, nenhuma delas. Na Bolívia fique em Tupiza, na Argentina escolha uma cidade mais ao sul. Mas caso seja necessário ou seus planos de viagem prevejam um pernoite próximo à  fronteira, escolha La Quiaca. Em Villazón vai ser muito difícil encontrar um hotel com garagem para o carro, o que existe são hospedagens bastante simples,  poucas listadas em sites de reservas como booking e hoteis.com. Mesmo no Tripadvisor são poucas que aparecem.



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4 Comentários:
  1. Anderson
      06/04/2018 - 18h46

    Olá! Vou fazer esse trecho até Uyuni na semana que vem, dia 14/04.
    Qual moeda vocês levaram? Como estava o câmbio para BOL? Não sabemos se levamos dólares (que tá com a cotação bem alta no Brasil) ou reais, pra trocar na fronteira.

    Obrigado!

  2.   17/04/2018 - 15h21

    Levamos dólares e trocamos em Villazon. Não lembro a cotação. Mas é certo que reais no exterior valem menos que dólares.

  3. Silvana Tamanchieviez
      03/10/2018 - 20h20

    ola Ronaldo, estaremos indo para bolivia, peru de moto em marco/2019
    poderias me detalhar os procedimentos de imigraçao e alfandeca em Laquiaca? e com relaçao a saida de bolivia e entrada no peru?
    obrigada e parabens pelo blog

  4.   04/10/2018 - 08h19

    Oi Silvana! Para motos eu não sei dizer sobre equipamentos obrigatórios, mas o trâmite em si é lento. A fronteira é integrada, você faz a saída da Argentina (simples) e no guichê seguinte a entrada na Bolívia. Tinha alguma fila, e mesmo pequena, eles demoram vários minutos a cada veículo. Pegam teu documento, desaparecem por minutos, voltam, tenha paciência. Parecem mais lentos do que exigentes, não fazem muitas perguntas e não revistam muito o carro. E não esqueça de fotografar (para ter uma cópia digital) e xerocar a declaração jurada assim que entrar na Bolívia. Outra coisa, guarde todos comprovantes de pedágio. Algumas paradas pedem comprovação do pagamento dos pedágios anteriores.