Tilcara, Pucará e jardim de cactos gigantes

29 de maio de 2016




Tilcara é conhecida como a “Capital Arqueológica” do Norte Argentino, ou pelo menos da província de Jujuy. A cidade foi nossa base na Quebrada de Humahuaca. A escolha não foi difícil, em função da localização central e da maior oferta de hospedagem. Visitamos a Pucará de Tilcara, onde fica também o Jardim Botânico de Altura, com seus cactus gigantes. Também fomos à Garganta del Diablo, onde descemos até a cascata. Contamos adiante!

Jardim de Cactos gigantes

O Jardim Botânico de Altura fica no acesso à Pucará de Tilcara. A entrada é pelo mesmo portão, logo adiante fica o Jardim e seguindo adiante você sobe em direção à Pucará. tilcara-cactos-0Lá você encontra cactos de tudo quanto é jeito, e aprende que existem mais de mil espécies de cactos!! A caminhada entre os diferentes cactos é interessante, mas o grande barato do Jardim é caminhar em um corredor de cactos gigantes.tilcara-cactos-1Infelizmente nossa visita não durou muito. O Pedro resolveu caminhar sobre as pedras que dividem a trilha dos cactos, se desequilibrou e caiu sobre um deles. Era um cactos pequeno, ele caiu sentado atrás do cactos, e a perna ficou cheia de espinhos longos e muito finos. Por sorte vestia uma calça bem grossa, evitando um estrago ainda maior.

De imediato procurei ajuda na entrada do parque, não esperei a resposta e fui ao hotel buscar antisséptico nosso kit de primeiros socorros. A Cássia ficou com o Pedro. Quando retornava, passei por uma caminhonete que sinalizou algo. Acostumado a dirigir em Porto Alegre, achei que era alguém reclamando de qualquer coisa e ignorei. Quando cheguei ao parque, a caminhonete chegou logo atrás com a Cássia e o Pedro. Era um carro da administração levando os dois ao hospital, que retornou pra me encontrar! :)

Seguimos juntos ao Hospital de Tilcara, onde esperamos por cerca de 10 minutos e fomos atendidos. tilcara-cactos-2

Sem muito o que fazer, o médico passando a mão localizou um espinho, removeu e disse que os demais sairiam naturalmente. Nossa maior preocupação, de que o tal cactos fosse tóxico, venenoso ou qualquer coisa do tipo, foi descartada.

Pelos próximos três dias o Pedro não deixou mais ninguém tocar nas suas pernas, e ele mesmo removeu os espinhos! A gente via ele passando a mão na perna, perguntava e ele respondia “to tirando espinho!“.

Sobre o hospital, em primeiro lugar agradecer o fato de que ele existia! Se é pra acontecer isso, que seja a cerca de 2Km de um hospital. Segundo, o atendimento rápido e gratuito. Só demos o nome e o RG. Sem formulários, sem assinaturas. Sobre o parque, a atenção em disponibilizar um carro para nos acompanhar até o hospital, e o fato de que não fomos presos por danificar uma planta do jardim botânico! :)

Pucará de Tilcara

No contexto de um país que compara Maradona a Pelé, Buenos Aires a Paris, que um dia acreditou que um peso valeria um dólar (ih, nessa nós tb caímos!!) não é de se espantar que se compare a Pucará de Tilcara a Machu Picchu. Mas só nesse contexto. A única relação entre as duas talvez seja o fato de ambas serem feitas de pedra. Mais nada.

tilcara-pucara-1

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tilcara-pucara-4Quem visita a Pucará (Fortaleza, em quechua) sobe um morro de cerca de 80 metros de altura, podendo entrar nas casinhas baixas, de porta estreita e teto de barro, que existem ao longo da encosta. Todas elas rodeadas por cactos gigantes, até mais interessantes que os do Jardim Botânico de Altura.tilcara-pucara-5

No alto do morro as construções diminuem e a presença dos cactos aumenta, à medida que as vistas da Quebrada ficam mais impressionantes. O ponto alto da visita é chegar ao monumento em formato de pirâmide construído em homenagem aos arqueólogos, e cuja construção destruiu boa parte do sítio arqueológico (!!).tilcara-pucara-6 Da Pucará naquele local, restou o pôr-do-sol sobre a Quebrada de Humahuaca. Infelizmente ele também não pode ser apreciado por completo, pois o horário de visita da Pucará de Tilcara é das 9 às 18h, e não é permitido permanecer além desse horário.tilcara-pucara-7

Garganta del Dialbo

A garganta é um canyon sobre o Rio Huasamayo, já dentro da comunidade aborígene Ayllu Mama Quolla. Você chega até ela de carro, 8Km morro acima por estrada de terra em boas condições, ou a pé, por uma trilha de 4Km.tilcara-garganta-del-diablo-1 tilcara-garganta-del-diablo-2Não há qualquer estrutura pelo caminho além dessa casinha onde se paga um valor simbólico pela entrada. Leve água, comida, o que julgar necessário para o passeio. Descendo por uma escadaria você tem dois caminhos, Um leva a uma “cascata natural”, uma trilha de cerca de 1Km pelo leito seco do rio, até chegar na cachoeira.tilcara-garganta-del-diablo-3tilcara-garganta-del-diablo-5

O outro caminho é mais curto, acompanha a borda do canyon até o ponto em que é interrompido.tilcara-garganta-del-diablo-6 tilcara-garganta-del-diablo-7Após essa interrupção a trilha segue, mas não ultrapassamos a barreira.
tilcara-garganta-del-diablo-8Gostaríamos de ter descido ao cânion nessa parte, mas não encontramos passagem. As fotos que imaginei que fossem de dentro do canyon eram de outra garganta, em Cafayate, que visitamos na sequência da viagem.

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